ISSN 1518-2541

Hélade, Número Especial, 2001:30-36 

  

Regina Maria da Cunha Bustamante                    

Professora de História Antiga do Departamento de História da UFRJ/ IFCS/ LHIA

e-mail: rbustamante@webcorner.com.br

LHIA e PPGHC: Equipe, Integração Ensino-Pesquisa e Interdisciplinaridade

 

O Laboratório de História Antiga (LHIA) é uma unidade de pesquisa-docência-extensão legalmente formalizada através da aprovação de seu Regimento Interno pela Plenária do Departamento de História do dia 9 de março de 1993 e pela Congregação do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS) do dia 10 de março de 1993.

   O LHIA visa desenvolver a docência, a pesquisa, a extensão e a divulgação do conhecimento em História da Antigüidade Clássica através de um centro de estudo especializado na UFRJ. Produzir conhecimento em História Antiga Clássica e dialogar com os pesquisadores da área das Ciências Humanas bem como difundir o estudo da Antigüidade são as metas do LHIA, um grupo de especialistas em História Antiga comprometido com a sociedade atual. O LHIA congrega alunos da Graduação e da Pós-Graduação, professores do Setor de História Antiga da UFRJ e de outras instituições relacionadas à Antigüidade que colaboram nas suas múltiplas atividades. (1) Sua filosofia de trabalho está baseada em três princípios: equipe, integração ensino/pesquisa e interdisciplinaridade.

   Como equipe, valoriza-se no LHIA o trabalho coletivo e a cooperação, de tal modo que suas ações são sempre pensadas, organizadas e realizadas em conjunto. No início do ano, estabelecem-se as atividades, os períodos de realização e os professores responsáveis pelas atividades a serem desenvolvidas naquele ano. Organizam-se as equipes para cada evento envolvendo professores, pós-graduandos e graduandos, que trabalharão em conjunto para sua realização: projeto, contatos, convites, programação, divulgação e obtenção de materiais que se façam necessários. O LHIA busca estimular seus membros a planejarem, organizarem e executarem atividades que resultem num crescimento acadêmico, calcado no diálogo, respeito, eficácia e responsabilidade. Há a preocupação de sempre se trabalhar envolvendo “veteranos” e “novatos” para que com a convivência haja intercâmbio e vá se formando continuamente o pessoal. Assim, conseguimos até hoje garantir para o LHIA uma atuação dinâmica e bastante positiva de criação, inovação e divulgação da História Antiga no Brasil.

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   Em relação à atividade de docência, o LHIA oferece disciplinas para os Cursos de Graduação de História (turnos diurno e noturno) e de Filosofia bem como para o Programa de Pós-Graduação em História Social (PPGHIS) até o semestre passado (2001/1) e para o novo Programa de Pós-Graduação de História Comparada (PPGHC) a partir do primeiro semestre de 2002. Na atividade de docência na Graduação, os pós-graduandos são integrados ministrando aulas centradas em suas pesquisas e orientando graduandos naqueles temas relacionados aos seus estudos. Procura-se também convidar especialistas em Antigüidade de outras instituições próximas, no caso da UFF e da UERJ, para apresentarem temas das suas pesquisas inseridos na programação da disciplina.

   A atividade de pesquisa ocorre integrada à atividade de docência. Não apenas com os professores aplicando os conhecimentos adquiridos durante sua pesquisa individual no decorrer das aulas, mas na formação dos novos pesquisadores. A partir do convívio em sala de aula, os graduandos interessados em História Antiga procuram o LHIA e são encaminhados para a orientação do professor que estiver mais de acordo com a pesquisa que deseja desenvolver. Acreditamos que a curiosidade e o prazer são os melhores caminhos para realizar a pesquisa, por isso, não há imposição do tema de pesquisa pelos professores. O processo deve envolver o graduando desde a escolha pessoal do tema até a sua execução. É um trabalho de base imprescindível para a formação de profissionais na área de História Antiga. No atual currículo de História da UFRJ, que está em vias de reformulação, há as chamadas disciplinas de laboratório que visam a iniciação na pesquisa científica.    O LHIA desenvolve um trabalho individualizado de orientação desde a formulação de um projeto de pesquisa até a confecção da monografia de bacharelado. Oferecem-se condições para que o graduando posso realizar sua pesquisa seja através de empréstimos de livros especializados dos acervos do LHIA e dos professores, seja através de grupos de estudos para o aprendizado de idiomas instrumentais modernos (português, inglês e francês) e antigos (grego clássico e latim), essenciais para a leitura da produção historiográfica e da documentação textual. Alguns destes grupos de estudos são coordenados por pós-graduandos e todos estão abertos à comunidade, o que lhes dá também um caráter de extensão. Incentiva-se a pesquisa em bibliotecas especializadas nacionais, como as da Faculdade de Letras e do MAE na USP, e internacionais, com as das Escolas Francesas de Atenas e Roma e da Academia Americana em Roma.

   As pesquisas desenvolvidas pelos membros do LHIA encontram-se inseridas no projeto coletivo “Identidades e Alteridades no Mundo Antigo”. Alguns graduandos são bolsistas de iniciação científica da FAPERJ e do PIBIC/CNPq. Atualmente, está em andamento um outro projeto coletivo que tem como produto final a elaboração de um CD-Rom com um banco de dados iconográfico temático em Antigüidade Clássica, construído a partir das pesquisas individuais de membros do LHIA, privilegiando, num primeiro momento, os suportes cerâmico e mosaico. Obteve-se o auxílio da webmaster do IFCS, Vânia Polly, bolsista de apoio técnico pela FAPERJ para este projeto, e de dois estagiários do Colégio de Aplicação da UFRJ, participantes do Programa de Iniciação Científica Jr, que objetiva integrar o aluno do ensino médio do CAp a grupos de pesquisa das unidades da UFRJ sob orientação de professores/pesquisadores.

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   O graduando-pesquisador participa de todas as atividades do LHIA. Ao meu ver, uma das mais produtivas é o “Dialogando com os Pesquisadores”, no qual se debatem anualmente as pesquisas individuais dos membros do LHIA propiciando a troca de informações entre alunos da Pós-Graduação e da Graduação e professores. O encontro promove o intercâmbio e circulação de idéias entre os pesquisadores de nossa equipe e os profissionais tanto de História Antiga de outros centros acadêmicos como de áreas correlatas do conhecimento pertencentes ou não à nossa instituição, procurando assim efetuar a interdisciplinaridade. Para tanto, o estado atual das pesquisas desenvolvidas no LHIA, seja de professores, pós-graduandos e graduandos, é submetido antecipadamente à apreciação crítica dos participantes convidados afim de que seja debatido no decorrer do evento. Com isso, os professores, graduandos e pós-graduandos têm um “olhar” de fora, que certamente enriquecerá sua pesquisa, e, ao mesmo tempo, são preparados para situações típicas da vida acadêmica como reuniões científicas, exames de qualificações e bancas de defesa. Condizente também com este último objetivo, incentiva-se que graduandos assistam os exames de qualificações e as bancas de defesa dos pós-graduandos, que acaba por fortalecer um espírito de coleguismo e equipe.

   Enquanto o “Dialogando com os Pesquisadores” possui um caráter mais interno ao LHIA, o “Ciclo de Debates em História Antiga” possui um caráter mais externo e de âmbito nacional. É o espaço aberto para efetivar o encontro dos pesquisadores em Antigüidade das universidades brasileiras. Objetiva-se propiciar uma discussão interdisciplinar entre a História, a Literatura, a Filosofia, a Arqueologia, a Epigrafia e a Antropologia. Anualmente, seleciona-se uma temática para o evento, (2) que é normalmente dividido em duas atividades: conferências de professores convidados e comunicações dos pesquisadores inscritos, desenvolvidas desde de manhã até a noite durante cinco dias. O “Ciclo de Debates” encontra-se em sua décima primeira realização. O tema deste ano será “Gênero e Sexualidade”, acontecendo entre 17 e 21 de setembro de 2001. O público-alvo consiste basicamente em graduandos e pós-graduandos de História, entretanto as características do evento permitem a participação de todos os interessados em História Antiga e áreas afins, o que situa o evento também como uma atividade de extensão.

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   Uma outra atividade de mesma natureza são as oficinas temáticas, pensadas para serem meios de atualização de um determinado campo do saber. Organizadas com carga horária de 20h, compreendem conferências e aulas expositivas ministradas pela equipe do LHIA e por especialistas convidados de outras instituições acadêmicas. Têm como público alvo tanto alunos do IFCS-UFRJ e das outras universidades do Rio de Janeiro como professores dos níveis de ensino fundamental e médio. Para 2001, organizou-se o evento “Violência na História”, desenvolvendo um enfoque interdisciplinar e diacrônico. O evento ocorrerá no período de 26 a 30 de novembro.

   Visando promover o encontro dos membros do LHIA com os docentes e alunos dos ensinos fundamental e médio, desenvolve-se o “Projeto Universidade-Escola”. Durante dois meses, professores, pós-graduandos e graduandos do LHIA ministraram aulas centradas na temática “Pensar as diferenças: nós e os antigos” em escolas públicas. O projeto tem como motivação o estudo das sociedades clássicas, destacando-se as relações de cidadania, a participação política e os direitos e deveres dos cidadãos em sua comunidade, a criação de identidade cultural, as relações entre grupos formais e informais, as crises/conflitos e mudanças sociais. O estudo da Antigüidade Clássica desenvolve uma perspectiva de alteridade espacial e temporal que é operada com a intenção de se projetar a reflexão sobre nós e o hoje, ou seja, busca-se estimular e desenvolver um olhar crítico e criativo sobre o social.

   A pesquisa histórica, além de desenvolver a capacidade crítica de pensar em si e no outro, procura dar conta do sentido de se viver em sociedade e do que nela se produz. Entretanto, este saber produzido deve ser compartilhado com a sociedade através de diversas estratégias. O LHIA, como produtor de um saber, tem um compromisso social tanto com a formação de profissionais de História Antiga capacitados, críticos e ativos quanto com a divulgação deste saber para a sociedade. Foi justamente pautado neste duplo objetivo de produzir e compartilhar que o LHIA publica anualmente a revista “Phoînix” e, semestralmente, a “Gaîa”.

   A “Phoînix” é a única revista brasileira especializada exclusivamente em História Antiga, congregando os resultados parciais e finais das pesquisas tanto da equipe do LHIA como de estudiosos da Antigüidade de outros centros acadêmicos. A revista se caracteriza por ser um espaço isonômico de publicação dedicada a: 1º) Mostrar a originalidade e a singularidade das abordagens historiográficas brasileiras referentes às sociedades antigas; 2º) Estabelecer um lugar de diálogo interdisciplinar entre os historiadores da Antigüidade, brasileiros e estrangeiros, com os demais saberes; 3) Garantir a liberdade de expressão, a diversidade teórico-metodológica, a qualidade científica e o despertar de novos talentos, sendo um lugar por excelência de experimentação, de debate e de crítica acadêmica; 4º) Valorizar a História Antiga numa concepção histórica plural e dinâmica. O seu sétimo número encontra-se em fase de editoração. Inicialmente, custeada pelos próprios autores, a “Phoînix” obteve patrocínio cultural de empresas privadas para sua publicação.

   A revista “Gaîa” é dedicada à divulgação das pesquisas em História Antiga realizadas por alunos de Graduação. Na mitologia grega, Gaia é a Terra, concebida como o elemento primordial de que descendem as raças divinas, (3) a revista homônima pretende apresentar os seus “frutos mais novos”. Objetiva-se abrir espaço para a divulgação dos primeiros passos das pesquisas em História Antiga e promover debates e críticas aos trabalhos publicados. Os seus editores científicos, a comissão editorial e a equipe técnica são pesquisadores do LHIA (professores, pós-graduandos e graduandos). O LHIA. arca com os custos desta atividade.  

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   A internet é um meio do qual não podemos nos furtar de utilizar num mundo cada vez mais interligado por esse extraordinário recurso de comunicação. Para tanto, o LHIA, desde o segundo semestre de 1997, abriu um site: www.lhiaufrj.com.br, custeado com recursos dos próprios professores. Revelou-se um canal intenso de comunicação com diversos segmentos do ensino e da pesquisa histórica no Brasil ao longo de sua disponibilidade na rede. Buscando alcançar um maior número de pessoas, encontra-se em versão bilíngüe: português-inglês. (4)

   Os objetivos são: divulgar o trabalho do LHIA, conceder aos interessados em Antigüidade um espaço de debates e esclarecer dúvidas sobre História Antiga. Oferecemos acesso aos trabalhos da nossa equipe e agenda de eventos internos e externos ao LHIA. Além de divulgar as atividades do LHIA, fornecemos links aos internautas interessados em Antigüidade. Dinamismo e interatividade pautam o nosso site.

   Por fim, pós-graduandos e professores do LHIA, desde 1998, vem publicando livros com os resultados de suas recentes atividades de pesquisa. Dos seis livros publicados, um é resultante das conferências proferidas durante o curso de extensão “Sociedade e Religião na Antigüidade Oriental”, promovido pelo LHIA em 1999. Os outros foram frutos dos trabalhos individuais de pesquisa, (5) da dedicação e da competência de seus autores (6), que compartilham assim o seu conhecimento e abrem-se para o diálogo com a sociedade e a comunidade científica. Alguns conseguiram patrocínio cultural e os outros foram custeados pelos próprios autores.  

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   A experiência do LHIA frutificou em outros centros de pesquisa e em profissionais que hoje se dedicam ao ensino e pesquisa em instituições acadêmicas brasileiras. Tendo como base os três princípios: trabalho em equipe, integração ensino-pesquisa e interdisciplinaridade e ampliando-se os horizontes de ação está sendo gestado um novo programa de pós-graduação em História da UFRJ: Programa de Pós-Graduação em História Comparada (PPGHC).  

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   O PPGHC foi pensado a partir da experiência do grupo em trabalhar junto debatendo entre si os seus projetos de pesquisas e da análise minuciosa de textos sobre interdisciplinaridade e história comparada. (7). Após esta etapa, a equipe se viu em condições de propor um novo programa de pós-graduação. Alguns pontos nortearam os debates e as reuniões da equipe, entre eles estavam: 1º - as imbricações sociais levam o pesquisador a percorrer outras áreas do conhecimento – História, Antropologia, Arqueologia, Filosofia, Filologia, Psicologia e outras; 2º - sozinho o pesquisador e especialista numa área ou sub-área não dá conta destas imbricações e perde este aspecto plural do seu objeto; 3º - a interdisciplinaridade não descaracteriza os procedimentos teóricos e metodológicos de cada um dos campos do saberes em Ciências Sociais ou Humanas; 4º - é pertinente a ampliação e a experimentação das práticas metodológicas da interdisciplinaridade e comparação; assim, a criação do programa abrirá um espaço experimental para pesquisadores que desejassem ultrapassar os obstáculos que entravam a pesquisa interdisciplinar e a comparação em História; 5º - a equipe do PPGHC estará comprometida em compreender como salutar e criativa a convivência com as variáveis teóricas, temporais e espaciais de cada pesquisador. A equipe entende ainda que estas variáveis são as que produzem as diferenças entre os pesquisadores e que eles não serão hierarquizados em nenhum tipo nem forma; ao contrário, a convivência com a diferença é que produz a criação de novos objetos e conhecimentos; 6º - haverá interdisciplinaridade e comparação mantendo-se a liberdade de pensar e o interesse de cada um e construindo-se um “campo do exercício de experimentação” (8) interdisciplinar e de história comparada; 7º - a interdisciplinaridade e a comparação não se atêm exclusivamente às semelhanças ou permanências elas permitem que se observem as singularidades temporais e espaciais; 8º - a equipe do novo programa manterá as divisões reconhecidas nas Ciências Humanas ou Sociais: Antropologia, Arqueologia, Filologia, Filosofia e outras, e, em relação à História, manter-se-ão as especificidades temporais e espaciais também reconhecidas: História Antiga, História Medieval, História Moderna, História Contemporânea e História do Brasil, História da América, História da África e outras. O Corpo Docente do PPGHC por sua experiência em pesquisa, ensino e formação de pesquisadores, por sua vocação interdisciplinar e de história comparada, acredita ser possível criar um lugar e um espaço de reflexão e criação de uma nova perspectiva de se operar com o conhecimento das sociedades. É um investimento e crença numa dinâmica de trabalho cuja semente vale a pena ser cultivada.  

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NOTAS

1 - Historiadores, arqueólogos, epigrafistas, filósofos e filólogos são considerados pesquisadores colaboradores e contribuem decisivamente para os projetos desenvolvidos pelo LHIA. Em ordem alfabética: Profª Ana Teresa Marques Gonçalves (UFG - História Antiga e Medieval); Prof. Ciro Flamarion S. Cardoso (UFF - História Antiga); Prof. Carlos Augusto Ribeiro Machado (História Antiga Romana); Prof. Eduardo Lobianco (História Judaica na Antigüidade); Prof. Claudio Prado de Mello (Arqueologia Egípcia); Profª Elaine Antunes (Grego Antigo); Prof. Gilvan Ventura da Silva (UFES - História Antiga); Prof. Jean-Claude Gardin (CNRS – Arqueologia); Prof. José Antônio Dabdab Trabulsi (UFMG - História Antiga); Prof. José d’Encarnação (Universidade de Coimbra – Epigrafia Latina); Prof. Katsuzo Koike (História Antiga Grega); Profa. Lívia Lindóia Paes Barreto (UFF - Letras Clássicas); Prof. Manuel Rolph Viveiros de Cabeceiras (UFF - História Antiga); Profª Margaret Marchiori Bakos (PUC-RS - História Antiga); Profª. Margarida Maria de Carvalho (UNESP - História Antiga); Profª Maria da Graça Ferreira Schalcher (UFRJ – Filosofia Antiga); Profª Maria Manuela Ramos de Sousa Silva (UFRJ – Metodologia); Profª Sílvia Damasceno Andrade de Moraes (UFF - Letras Clássicas).

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2 - “A mulher na Antigüidade” (1991), “O homem e a natureza” (1992), “Pensar as diferenças: História e Ciências Sociais” (1993), V Ciclo de debates em História Antiga associado ao VI Encontro Nacional da SBEC (1994), “Práticas Políticas na Antigüidade” (1995), “A experiência do cotidiano na Antigüidade” (1996) e “História Antiga: novas abordagens interdisciplinares” (1997), “Identidade e Alteridade no Mundo Antigo” (1998), “Espetáculos e Festas no Mundo Antigo” (1999) e “Por mares nunca d’antes navegados” (2000).

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3 - GRIMAL, P. Dicionário da mitologia grega e romana. trad. V. Jabouille. 3. ed. Rio de Janeiro: Bertrand do Brasil, 1997. p. 182.

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4 - O trabalho de versão para o inglês foi efetuado por Karine Dull Sampaio (então graduanda) e Adriene Baron Tacla (então mestranda).

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5 - CHEVITARESE, A. L., RIBEIRO, R. S., ARGÔLO, P. F. (org.). Sociedade e religião na Antigüidade Oriental. Rio de Janeiro: Fábrica do Livro – SENAI, 2000.

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6 - THEML, N. O público e o privado na Grécia do VIII século ao IV século a. C.: o modelo ateniense. Rio de Janeiro: Sette Letras, 1998; MOURA, J. F. de. Imagens de Esparta; Xenofontes e a ideologia oligárquica. Rio de Janeiro: Fábrica do Livro – SENAI, 2000; LIMA, A. C. C. Cultura popular em Atenas no V séulo a.C. Rio de Janeiro: Sette Letras, 2000; LESSA, F. de S. Mulheres de Atenas; mélissa do gineceu à agorá. Rio de Janeiro: LHIA/IFCS, 2001; ANDRADE, M. M. de. A cidade das mulheres; cidadania e alteridade na Atenas Clássica. Rio de Janeiro: LHIA/IFCS, 2001; CHEVITARESE, A. L. O espaço rural da pólis grega; o caso ateniense no período clássico. Rio de Janeiro: Fábrica do Livro – SENAI, 2001.

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7 - Simiand, F. “Méthode Historique et Science Sociale”. In: Méthode historique et sciences sociales. Paris: Éditions des Archives Contemporaines, 1987. pp. 113-169; Davillé, L. “La comparaison et la méthode comparative, en particulier dans les études historiques”. Revue de Synthèse historique 27 (79-80): 4-33, 1913; Febvre, L. Une esquisse d’histoire comparée. Revue de Synthèse historique 25: 151-152, 1924; Bloch, M. “Pour une histoire comparée des sociétés européennes”. Melanges hstoriques. v. 1. Paris: EHESS, 1983. pp. 16-40; Sewell, W. H. “Marc Bloch and the logic of comparative history”. History and Theory 6 (2): 208-218, 1967; Thrupp, S. “Editorial”. Compartive Studies in society and History 1 (1): 1-4, octobre, 1958; Green, N. L. “L’histoire comparative et le champ des études migratoires”. Annales ESC 6: 1335-1350, nov.-déc. 1964; Detienne, M. Comparer l’incomparable. Paris: Seuil, 2000; TRABULSI, J. A. D. Ensaio sobre a mobilização política na Grécia Antiga. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2001; VERNANT, J.-P. Entre Mythe et Politique. Paris: Seuil, 1996.

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8 - DETIENNE, M. Comparer l’incomparable. Paris: Seuil, 2000. Cap. II: “O campo de exercício de experimentação” resulta da construção de conjuntos de problemas sociais sugeridos pelos pesquisadores através das condições de suas pesquisas. O essencial a partir desta etapa é de: 1º - esquecer que “progresso anda na mesma direção ou se existe progresso”; 2º - que “se irá conhecer sociedades possíveis e impossíveis”; 3º - “que a comparação é singular e plural”; 4º - “percorrer tanto as sociedades antigas quanto as atuais, as simples e as complexas”; 5º - “colocar em perspectiva as singularidades, as repetições, o tempo e o espaço”.

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