ISSN 1518-2541

Hélade, Número Especial, 2001:51-54  

  

Maria Aparecida de Oliveira Silva                 

Pós-Graduanda (FFCLH - USP)

e-mail: madsilva@usp.br

A História Antiga na produção acadêmica do Departamento de História – USP

 

1 -  Introdução

   Este estudo faz parte do levantamento de dados sobre a Produção Intelectual em História Antiga que está sendo realizado pelo nosso Grupo de Trabalho em História Antiga. Este foi constituído a fim de catalogar as informações sobre a produção intelectual dos pesquisadores no intuito de criar um banco de dados acessível aos interessados.

Nesta parte do trabalho apresentarei a produção de professores e de alunos de pós-graduação do Departamento de História da FFLCH – USP. As informações foram coletadas no Programa Dedalus, pertencente ao Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade de São Paulo.

   Para este estudo foram consideradas a produção de Teses, Dissertações, Artigos, Resenhas, Livros, Traduções de Livros e Livre Docência. A coleta de informações resultou no levantamento de 58 trabalhos realizados entre as décadas de 80 e 90.

 2 – Produção do DH – USP

   Com este levantamento constatou-se que há o predomínio de artigos respondendo por 35% do total, que se somados aos 15% de resenhas e 4% de traduções de livros atingem o percentual de 54% do total. Esses números contrastam com os 8% destinados à produção de livros, demonstrando a dificuldade em produzi-los devido ao acúmulo de funções do professor, além do desinteresse das editoras em publicar livros sobre História Antiga.

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   É interessante notar que 36% da produção se refere à teses e dissertações, o que indica o empenho do Departamento em formar profissionais na área.

3 - Dos 58 trabalhos arrolados:

   Observou-se que há a concentração de estudos na área de História Social, como pode ser visto no gráfico abaixo:

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4 - A Temática dos trabalhos:

   No entanto, é preciso notar a limitação das classificações: História Econômica e História Social, pois somente 34% do total do trabalhos estão relacionados com economia e sociedade, sendo 36% para historiografia e 30% para a política, ou seja, 66% dos estudos não se relacionam com as temáticas sugeridas por essa tradicional classificação.

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5 - As fontes estudadas:

Heródoto; Tucídides; Sófocles; Aristófanes; Aristóteles; Platão; Estrabão; Sêneca; Petrônio; Plínio, o Jovem; História Augusta;Herodiano 

6 - Levantamento de estudos sobre Grécia e Roma

a) Roma

Sobre Roma, os períodos estudados foram:

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b) Grécia                                   

   As épocas estudadas foram a Clássica e a Arcaica, sem haver qualquer estudo sobre o período helenístico, como pode ser visto no gráfico abaixo:

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7 - Distribuição dos trabalhos

  É importante observar a desproporção dos números em relação à produção da década de 80 e a de 90. O primeiro trabalho registrado nos arquivos do Dedalus foi uma dissertação defendida em 1983. Percebe-se a partir desses dados que houve um notável aumento na produção de estudos sobre a antigüidade.

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a) Década de 80

   Comparando os estudos entre as décadas nota-se que, em sua maioria, destinaram-se a análise de assuntos relacionados à Roma, aumentando em número na década de 90. Assim,

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b) Década de 90

   Por um lado, temos nesta década o aumento de estudos sobre Roma e por outro o aumento de estudos sobre Grécia. Contudo, Os estudos romanos aumentaram em 10% enquanto os gregos em 6%, tendo significativa queda no número em estudos greco-romanos, o que demonstra o caminho da especialização seguido pelos pesquisadores.

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8 - Conclusões:

 -         reduzido número de publicações de livros

 -         preocupação com a formação de profissionais

 -         crescente interesse pela historiografia antiga

 -         a superioridade numérica de estudos sobre Roma

 -         não há estudos sobre o período helenístico

-        nenhum estudo sobre os povos do Oriente 

-         concentração da produção na década de 90 

-         a pesquisa em História Antiga é incipiente no Departamento

 -        há muito a ser explorado

   Agradecimentos à Taíse Motta pelo companheirismo, ao amigo Fábio Joly por lembrar de mim na composição do GT de São Paulo e ao meu orientador Prof. Dr. Norberto Luiz Guarinello pelo indefesso apoio.

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