ISSN 1518-2541

Hélade, Número Especial, 2001:37-41 

  

Margarida Maria de Carvalho                 

Professora de História Antiga do Departamento de História da UNESP - Franca

e-mail: margomc@terra.com.br

Atividades de Formação e Produção Científica em História Antiga

 

   Com o intuito de desenvolvermos o debate acadêmico em torno de pesquisa e ensino em História Antiga nos cursos de graduação em História no Brasil, apresentarei as principais atividades relativas ao tema exercidas nos últimos dez anos (1990 – 2000), na faculdade de História, Direito e Serviço Social da UNESP – Franca -SP.

   Antes de cumprir meu principal propósito, penso ser interessante citar que em 1997, em ocasião do XIX Simpósio Nacional de História - Anpuh – História e Cidadania, os Profs. Drs. Norberto Luiz Guarinello (Departamento de História - USP) , Pedro Paulo Abreu Funari (Departamento de História  -  UNICAMP)  e o Prof.. Claudiomar dos Reis Gonçalves (Departamento de História)  formaram uma mesa redonda intitulada  Os Caminhos e Desafios do Ensino e Pesquisa em História Antiga  no Brasil onde já apontavam suas experiências e pontos de vista acerca do assunto, tendo como base suas atividades acadêmicas em suas respectivas Também em dezembro de 2000 , quando do acontecimento da Anpuh Regional do Espírito Santo, os Profs. Drs. Fabio Faversani  (Departamento de História da UFOP)  , Gilvan Ventura da Silva ( Departamento de História da UFES) e a Profa. Ana Teresa Marques Gonçalves (Departamento de História da UFG ) , compuseram uma mesa redonda denominada    ,  Os Desafios de Pesquisa e Ensino em História Antiga  no Brasil , denunciando, outrossim, suas práticas de magistério e pesquisa em suas universidades. Todos os professores, especialistas em Arqueologia Clássica e ou História Antiga mencionados, anteriormente, relataram, fundamentalmente, além de seus exercícios docentes, a necessidade de conhecimento em línguas estrangeiras e línguas mortas  para o desenvolvimento da pesquisa em Antiguidade, os periódicos nacionais existentes sobre o tema, os baixos salários pagos aos profissionais da área, a produção de livros didáticos ainda com problemas bastante sérios e as circunstâncias em que se encontram as pós-graduações em  Antiguidade nas chamadas universidades periféricas.Estes, dentre outros assuntos, foram alguns dos alvos ressaltados que nos inspiraram a relatar nossas atividades e práticas, na área, na UNESP - Franca.

   Minha entrada  para o  Departamento de História da UNESP – Franca  ocorreu em abril de 1990  através de concurso público na disciplina História Antiga . Como era vista semelhante a um fardo  nas mãos de profs. especialistas em História do Brasil, o Departamento de História, também, sob pressão dos alunos do curso de História da turma de 1989 , resolveu pleitear junto à Reitoria  concurso relativo à cadeira História Antiga , tendo como objetivo principal  um especialista neste campo.

   A partir, então, de meu ingresso, apesar de algumas dificuldades inerentes à dinâmica do tema, ainda visto, muitas vezes, com bastante estranhamento por parte de especialistas em História do Brasil e América Latina, as atividades em História Antiga começaram a se desenvolver  e a proliferar.

   Para a grande surpresa  do Campus  de Franca  , houve sempre um grande interesse da parte do corpo discente em participar  das atividades relacionadas à área, ou seja, dos cursos  oferecidos na grade curricular, das conferências, palestras e mini cursos administrados por mim  e por meus convidados de outras instituições de ensino. Assim sendo em junho de 1990 convidei, com o apoio do Departamento de História, o prof. André Leonardo Chevitarese (que se doutorou no segundo semestre de 1997, pelo Departamento de Antropologia da USP) , prof. do Departamento de História da UFRJ,  para proferir a conferência   Limites  da Democracia Ateniense  , cujo público chegou a mais de 150 pessoas  entre discentes e docentes de nossa faculdade.

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   Em outubro de 1992, eu e três colegas, inauguraríamos nossa presença nas semanas de História do Campus.  Num evento denominado Fazer a América, elaboramos uma comunicação coordenada denominada O Teatro na Antiguidade Clássica, composta com a minha presença e com a entusiasmada participação do s  profs. André Leonardo Chevitares (UFRJ), Fabio Faversani (UFOP – que se doutorou  em abril de 2001) e pela profa. Ana Teresa Marques Gonçalves (UFG) . Os temários desenvolvidos seguem a ordem dos autores aludidos: O Perfil Feminino na Comédia Aristofânica: Uma Análise sobre Lisístrata, Virtudes e Aceitação Social da Mulher Ateniense nas Tragédias de Sófocles e Eurípides , Os Pobres na Comédia e na Sátira Latinas e As Imagens Estóicas na Fedra de Sêneca  . A partir daí, marcaríamos presença constante em demais comunicações coordenadas das subseqüentes Semanas de História bianuais até 1998, com um público estudantil fiel e crescente.

   Quando da ocasião da X Semana de História Quatro Décadas de Brasil (1954 – 1994), coordenada pela Profa. Dra. Laima Mesgravis, consegui apoio para efetuar uma mesa redonda intitulada Pesquisa e Pós-Graduação em História Antiga: Grécia e Roma, com a participação das Profas. Dras. Neyde Theml (do Departamento de História da UFRJ) e Maria Luiza Corassin (do Departamento de História da USP), despertando a curiosidade de vários de nossos alunos em conhecer o que significava uma pós – graduação nesse campo de conhecimento.

   A partir de 1996, com a entrada, por meio de concurso público da Profa. Maria Celeste Fachin ao Depto. de História, o setor de História Antiga tomou uma nova dimensão. Com mestrado em numismática pelo Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE) da USP, a profa. Celeste impulsionou o interesse de nossos alunos na área de Arqueologia Clássica. Desta forma sentimo-nos, eu, profa. Margarida e a profa. Celeste, a montar, na XI  Semana de História : História: Objetos e Investigações , em outubro de 1996, uma mesa redonda denominada  História Antiga e Arqueologia Clássica  , que contou com o apoio da coordenadora da Semana, Profa. Dra. Márcia D’Aléssio, e com a presença efetiva da referida Profa. Maria Celeste  que apresentou  A Numismática e seus Métodos no Estudo da História Antiga  e os Profs. Drs. Norberto Luiz Guarinello (USP) e Pedro Paulo Abreu Funari (UNICAMP) apresentando , respectivamente, Encontros e Incompreensões no Estudo da Arqueologia Clássica e da História Antiga e Considerações em torno de algumas Inscrições Pompeianas . Nesse evento ofereceríamos, igualmente, o mini-curso História da Mulher na Antiguidade ministrado por mim, pelo Prof. Gilvan Ventura da Silva (UFES) e pela profa. Ana Teresa Gonçalves (UFG), com lotação esgotada.

   Ainda em novembro de 1996, com o apoio da Vice Diretora do Campus, Profa. Dra. Maria Aparecida Junqueira da Veiga Gaeta e a convite da profa. Celeste, tivemos a conferência A Religião no Egito Antigo: Deuses, Mitos e Práticas Religiosas, proferida pelo Prof. Dr. Antonio Brancaglion Júnior, egiptólogo formado pelo Museu de Arqueologia e Etnologia da USP.. Tal conferência contou com mais de 150 ouvintes entre alunos e professores dos três cursos do Campus: História , Direito e Serviço Social.

   Em 1997, conseguimos, eu e a profa. Celeste, com o apoio da Comissão de  Extensão  e Assuntos Comunitários do  Campus , organizar o Ciclo de Conferências em Antiguidade Clássica.  Tendo como convidados o Pprof .Dr. Ivan Esperança Rocha (do Departamento de História da UNESP – Assis) que nos brindou com a conferência Internet e História Antiga, a Profa. Dra. Maria Beatriz Florenzano (MAE – USP) com o trabalho  Moeda e Magia no Mundo /antigo e o Prof. Fabio Faversani (UFOP)  com sua análise intitulada  Sêneca, o Imperador Nero e o Estoicismo. O Ciclo obteve grande sucesso e, na ocasião, prometeríamos aos nossos alunos que outros ciclos viriam com a participação de diversos profissionais de História Antiga e Arqueologia  Clássica de todo o Brasil.

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   Finalmente, em 1998, na XII Semana de História intitulada Os Destinos do Brasil  , sob a presidência do Prof. Dr. Alberto Aggio , faria parte da mesa redonda  Classicismo, Medievalismo e Modernidade na Formação do Historiador com o temário  Classicismo na Formação do Historiador , assunto esse, objeto de nossa constante preocupação , já apresentado em alguns eventos sobre História como  mencionei no início dessa  comunicação.

   Outrossim, Os Destinos do Brasil, contou com o mini-curso Historiografia Greco-Romana ministrado pela profa. Celeste, “prata da casa”, pelo prof. Fabio Faversani (UFOP) e pela profa. Ana Teresa Marques Gonçalves (UFG). Este mini-curso também teve sua lotação esgotada.

   Afora todas essas atividades arroladas anteriormente, que se revelam como uma grande conquista de nossa parte, vimos desempenhando um importante trabalho em termos de pesquisa em Iniciação Científica.

   No período de 1990 a 2000, eu e a profa. Maria Celeste Fachin, as duas  professoras de História Antiga do Campus  de Franca , obtivemos  4 monitores em nossas disciplinas, sob minha supervisão, Valéria Aparecida Vaz (1991), Andrei de Souza Santos (1992) e Luciana Frateschi Correia (1995) e , sob a da profa. Celeste, Poliane Vasconi dos Santos (1997).: 4 Bolsistas  PIBIC – CNPq – UNESP-Franca, dois sob minha tutela, José Adilson D’all Antonia Júnior (1996-1997) e André Luís Tavares (1998) e duas  sob a da profa. Celeste, Poliane Vasconi dos Santos (1998-1999) e Maria Augusta de Oliveira Pimentel  (2000) e orientamos  de 1996 até 2000, 23 Trabalhos de Conclusão de Curso, envolvendo temas relacionados à Antiguidade Clássica e Oriental . São estes, a saber:

1)  Orientandos da Profa. Margarida Maria de Carvalho:

1996:

a) Andréia Cristina Costa: Utopia em Aristófanes: Praxágora, a Dominadora da Agora;

b) Flávia Rodrigues Vieira: O Mito do Herói na Peça Agamêmnon de Ésquilo

c) Glaydson José da Silva: Mulher e Casamento na Época de Augusto;

d) Maria de Fátima Limonte: A Eletra de Eurípides x o Papel Social da Mulher Tradicional Ateniense e

e) Renata Cardoso Beleboni: As Eumênides e a Manifestação Polittico-Jurídica Ateniense.

1997:

 a)  Alessandro Ribas de Souza: A Escravidão Ateniense através da Visão de Aristóteles;

 b) José Adilson D’all Antonia Junior: Os Os Persas  de Ésquilo e o Momento Político Ateniense  

c)  Ricardo Moraes Scatena: Crítica Interna na Democracia Grega em os Os Acarnenses  de Aristófanes.

1998:

a) Alexandre Drummond: Sêneca e a A Tranqüilidade da Alma.

 1999:

 a) Andréia Cristina Pereira: A Mulher Romana na Fedra de Sêneca:

 b) Dalila Cacília Candido: Uma Leitura sobre a Res Gestae Divi Augusti Ideologia e Propaganda;

 c) Juliana Cunha de Melo: A Mulher em a A Vida dos Doze Césares de Suetônio;

 d) Lindinara Vieira: Ovídio, a Arte de Amar  e o Papel da Mulher na Sociedade Romana. 

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2) Orientandos da Profa. Maria Celeste Fachin:

 1998:

 a) Carolina Kesser Barcelos: Expressões Mitológicas na Cultura Material Grega;

 b) Roberto Revelino Rezende: Discurso Historiográfico e Representações Históricas em Tucídides: Uma Leitura

 1999:

 a) Cristiane Demarchi: Mithoy e Logein: Transformações na Representação do Universo Mítico Grego;

 b) Daniela Bracioli  Dantas:  Os Symposia Gregos: A Comensalidade  Grega e as Formas de Sociabilidade;

 c) Orlando André Faustino: O Eclipse da Tradição Homérica na Grécia Arcaica;

 d) Patrícia Andrade Ferreira: O Casamento na Grécia Antiga: A Evidência das Fontes;

 e) Poliane Vasconi dos Santos: A Mágica dos Objetos: Um Estudo do Material Funerário Egípcio à Luz das Fontes Textuais.

 f) Raquel Santana Silva: Funções Sociais Femininas na Antiguidade Grega:  O Testemunho das Fontes.

 2000:

 a) Cleide Berlanda Cuistódio da Silva: O Oikos em Xenofonte: Um Estudo da Vida Comum  - A Mulher na Antiguidade;

 b) Maria Augusta de Oliveira Pimentel:  Homens e Deuses -  a  Humanidade Divina: Atena e Hefesto

   Desses 23 alunos em Iniciação Científica, seis seguiram pós-graduação em História Antiga e/ou em Arqueologia Clássica: um na pós-graduação em História Econômica da USP, Andrei de Souza Santos, com o Prof. Dr. Norberto Luiz Guarinello; dois no Museu de Arqueologia e Etnologia da USP, Carolina Kesser Barcelos, com a Profa. Dra. Elaine Hirata e Ricardo Moraes Scatrena, com a Profa. Dra. Maria Beatriz Florenzano; três, Renata Cardoso Beleboni, Glaydson José da Silva e Maria Augusta Oliveira Pimentel,na pós-graduação em História da UNICAMP  com o prof. Dr. Pedro Paulo Abreu Funari e, por último, Poliane Vasconi dos Santos  na pós-graduação em História da UNESP – Assis com o prof.. Dr. Ivan Esperança Rocha Outros estão aguardando, após conseguirmos nossos títulos de Dras., nossa entrada na pós-graduação em História da UNESP-Franca para continuarem seus estudos, qualificando-se  como mestres e doutores na área.

   À guiza de adendo , é relevante ressaltarmos também o espaço obtido para publicação de artigos em História Antiga e Arqueologia Clássica nas revistas de História da UNESP, o qual, antes de 1993, era praticamente inexistente.

   Assim sendo, procurei sistematizar as publicações em história antiga formulando dossiês de.artigos de bom nível e buscando suas aprovações  para publicação. Seguindo esta lógica foi publicado na História, vol.12, 1993, um primeiro dossiê  sobre Mulheres na Antiguidade, cujo caráter compósito foi incluso num dossiê maior , denominado Mulheres. Neste a revista contou com um artigo do Prof. Dr. Ciro Flamarion Cardoso (do departamento de História da UFF) sobre Algumas Visões da Mulher na Literatura do Egito Faraônico (II milênio a.C), outro do Prof. André Leonardo Chevitarese (UFRJ) acerca de Casamento e Descendência na Grécia Antiga e o terceiro de  minha autoria em conjunto com a Profa. Ana Teresa Gonçalves (UFG) versando sobre Mulher Romana e Casamento na Obra de Apuleio.

   Em futuros volumes do mesmo periódico, marcamos nossa posição com dossiês específicos em antiguidade. No volume 15 de 1996 foi publicado um conjunto de artigos denominado Cultura Material e Literatura na Roma Antiga composto por cinco especialistas no tema: eu, profa. Margarida Maria de Carvalho, com o artigo Política e Cidade na Filosofia Mística do Imperador Juliano; o Prol Dr. Carlos Roberto de Oliveira (do Departamento de História da UUNESP – Assis), com Vetus Novus : Passado e Presente na Construção do Discurso Político em Roma (96 – 112 d.C). O Prof. Dr. Norberto Luiz Guarinello (USP), com  Visões de uma Crise: Arqueologia e a Itália sob o Principado, o Prof. Fabio Faversani,(UFOP), com  A Tipicidade de Trimalchio  e a Profa. Regina Maria da Cunha Bustamante ( do Departamento de História da UFRJ ), com  História e Arqueologia: Desvelando a África do Norte Romana no Baixo Império Romano.

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   A façanha repetir-se-ia no volume 18?19  do ano de 1998/1999, com o dossiê Roma Antiga  , agora ilustrando os resultados de pesquisa dos Profs. Drs Pedro Paulo Abreu Funari (UNUCAMP) com o tema Propaganda, Oralidade e Escrita em Pompéia , Regina Maria da Cunha Bustamante (UFRJ), com  Construção da História da África Romana: Historiografia”Colonizada” x Historiografia “Descolonizada , Norma Musco Mendes  ( do Departamento de História da UFRJ), com  Baixo Império: Queda do Nível de Complexidade Social, Gilvan Ventura da Silva (UFES) , com A Configuração do Estado Romano no Baixo Império  e a Profa. Ana Teresa Gonçalves (UFG) , com Hliogábalo :  Culto Oriental e Oposição Senatorial.

   Outro periódico onde começamos a firmar nosso comparecimento foi a revista semestral  Estudos de História do programa de pós-graduação do curso de História da UMESP – Franca. No volume 1, n.2, encontra-se o artigo  Filantropia e Política  Financeira na Obra do Imperador Juliano (361-363d.C), de minha autoria. No volume 4 n.2, 1997, organizado pela Profa. Dra. Márcia d’Aléssio e por mim, foi publicada uma coletânea de textos apresentada durante a XI Semana de História (UNESP – Franca). Abrimos o volume com  artigo de minha autoria , do Prof. Gilvan Ventura da Silva (UFES) e da profa. Ana Teresa Gonçalves (UFG) denominado Sobre as Representações Femininas da Antiguidade. Ainda no mesmo volume fomos brindados com o texto de autoria do Prof. Dr. Pedro Paulo Funari (UNICAMP) chamado Aspectos da Cultura Popular Antiga: Apresentação, Tradução e Discussão de alguns Grafites Pompeianos.

   Finalmente, com o apoio de nossa coordenadora da pós-graduação, Porá. Dra. Ida Lewcowicz e através de seu convite, foi publicado o artigo do Prof. Dr. Gilvan Ventura da Silva (UFES) sobre Constâncio da Mística Imperial no século iv d.C., no vol.7,n.1 do ano 2000 , para compor o dossiê Religião.

   Não tenho dúvidas que muito ainda há para se realizar. Ainda que pesem as extremas dificuldades financeiras, lutaremos sempre com o fito de construir um pólo de pesquisa e ensino para graduação e pós-graduação em História Antiga Arqueologia Clássica. Eu e a Profa. Maria Celeste  Fachin pretendemos, após a obtenção de nossos títulos de Doutoras, além de continuar exercendo as atividades mencionadas, desenvolver nossos trabalhos de orientação em nível de Mestrado e Doutorado ,fundar um núcleo de estudos em Antiguidade Clássica, cuja base já será alicerçada a partir do ano 2002, elaborar coletâneas sobre temas diversos e eventos direcionados à Antiguidade , dentre outras atividades de destaque.

   Mais uma vez, sou tentada a sublinhar que as dificuldades e intempéries são muitas, mas vale a crença de que podemos fazer História Antiga no interior de São Paulo e em qualquer lugar do Brasil, desde que haja esforço, dinâmica e boa vontade.

   Para tanto, contamos com o apoio da maioria dos professores aqui citados e demais especialistas de nosso pis que venham a participar de nossas atividades e práticas futuras.

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